sábado, 12 de setembro de 2009

Relacionamentos fracassados.

Sabe do que eu não gosto? Eu não gosto de gente que nivela amizades, gente que não sente, simplesmente escolhe. “É mais válido ser amigo de fulano, pois fulano é cool.” Não gosto de gente que não se dá cento por cento, gente que não sabe ser intensa, gente que não sabe ser companheira.

Não gosto de gente que te chama só quando precisa, de gente que não sabe apreciar momentos simples, não gosto de gente que só sabe conversar sobre o que lhes interessa.

Não gosto de gente que não te pergunta por que você ta mal, simplesmente diz “Ah, você vai ficar bem. Relaxa.” Não gosto de gente que só quer receber e não sabe dar, não gosto de gente que só sabe reclamar, não gosto de gente que só vive de mau humor. Mas também não gosto de quem não respeita o mau humor alheio, não gosto de gente que finge sorrisos, não gosto de gente que se camufla pra se adaptar.

Não gosto de quem não sabe ligar pra saber se você está bem, não gosto de quem não responde recados e mensagens de quem lhe quer bem e assim é negligente com quem não merece. Não gosto de gente que não compreende que às vezes só é necessário um abraço ou ao menos, um sorriso, para melhorar o dia de alguém.


Eu não gosto de quem não compreende o significado da palavra “amigo”.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Medo de ser feliz.

Existem três coisas nessa vida que eu não me permito ser: amargurada, alienada e prepotente.

Admito que vez ou outra eu sou essas três coisas e (mais raramente ainda) as expresso conjuntamente, de uma vez só. É um exercício constante me manter longe de sentimentos tão nocivos a mim e que consequentemente atingem àqueles que estão a minha volta. São como vórtices, sugando as boas energias das pessoas, são ondas de más vibrações e é realmente uma tremenda responsabilidade ser responsável pela propagação de coisas ruins pelo nosso mundo já tão torto.

Meu grande defeito, na realidade, é meu aparentemente imutável medo de tudo. Sim, eu sou medrosa, o que entra em constante conflito com a minha tara por mudanças. Eu amo a sensação de mudar, mas detesto quando tenho que fazê-lo. Antes de avançar, eu sempre penso no quanto eu estou confortável na situação atual e raramente faço alguma coisa, a não ser que a pressão externa me obrigue a isso.

No entanto, me pego pensando se esse medo é coisa só minha. Acho, sinceramente, que não. Olho ao redor e vejo que não sou só eu que tenho medo de ser feliz, é isso mesmo que você leu. Por mais que vez ou outra as mudanças nos levem a lugares desagradáveis, é de fato matematicamente impossível ser feliz se não nos permitirmos sair da zona de conforto, do lugar comum. E esse medo se concretiza não apenas na estagnação de pessoas como eu, mas também quando vemos pessoas magoando pessoas pelo simples medo de dar a cara a tapa.

O medo de ser feliz é uma verdadeira epidemia, minha gente. Seus sintomas mais claros são a tristeza, a apatia e as permanentes reclamações. Porque quem não tem coragem de se entregar à vida, muito tem do que reclamar, não é? Afinal, esperar sempre que ações que não partem da gente mudem as nossas vidas é mesma coisa que sentar em um porto e esperar por um navio que nunca irá chegar.

Como alguém muitíssimo importante pra mim me disse ontem, life understood is life lived. Não sei se eu disse pra ele o quanto eu acho que ele tem razão e nem o quanto suas palavras me influenciam, mas sei que definitivamente essa é uma frase que não vai ser sair da minha cabeça por algum tempo. Quanto a mim, eu não tenho muito do reclamar, só uma coisinha que continua a incomodar. Mas não é mais porque eu ignoro a existência do medo e sim porque se condicionar a não sentir medo é extremamente difícil. E continuo esperando que a mudança (caso eu tenha coragem de promovê-la) seja positiva, mas se não for que pelo menos me traga algo de bom.

Boa quinta-feira pra todos que diferemente de mim não estejam sofrendo de amigdalite. Hehe. ;]

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pra me conquistar...
Martha Medeiros

Pra me conquistar
basta dizer tudo aquilo
que nunca ouvi de ninguém
vestir como homem e não como gay
me tocar sem medo, sem segredo
entrar e sair da rotina sem que eu note
me levar para lugares exóticos
e lugares comuns
saber ficar em silêncio e assim me dizer tudo
gostar de rock como eu gosto
e de coisas que eu não gosto
compreender a vida como é
e buscar o outro lado
saber a hora exata de ficar
e ir embora
mas não vá.