sábado, 3 de janeiro de 2009

Uma ode às mulheres.

Quanto mais ela se afastava dos adoráveis anos da adolescência, menos ela sentia que estava acrescentando algo especial à sua vida. Era como se todos os quadros coloridos estivessem se transformando em retratos em preto e branco. Os cabelos brancos começariam a aparecer em breve, em breve ela estaria arrependida de não ter tido filhos, não ter casado com o homem que a amou, de ter se envolvido com o homem que ela amou e principalmente de não ter mantido as boas amizades da época das não-preocupações.
Os sonhos de outrora, viraram poeira ao passar pela estrada da vida e o que era ela agora? Ela era uma mulher. Mais do que uma ex-adolescente, mais do que uma ex-namorada, mais do uma ex-amiga, era uma mulher, com todas as sílabas dessa palavra que desliza na boca.
E mulheres são feitas de muito mais do que sonhos desfeitos, mulheres são feitas de fibra. Fibra que pulsa a cada minuto, mulheres são coração e alma. Alma e corpo.
Era isso que ela era. E não, ela não ia deixar que o passado a prendesse, que os medos a acorrentassem e que a força do tempo diminuísse a sua força intrínseca. Porque ela duvidava completamente que sonhos pudessem deixar de existir. Eles não morrem, podem adormecer, mas não morrem. Sonhos se transformam....em outros sonhos. E mulheres sabem realizá-los, mesmo que no caminho elas tenham que reinventá-los.

3 comentários:

Rayana disse...

Que lindo. :]
É assim mesmo que eu penso, os sonhos vão se reinventando pelo caminho.

Seu texto me lembrou 'A menina que roubava livros', quando em um momento to livro o pai chama a menina de meia mulher. De certa forma ainda é assim que me vejo.

Fábio Augusto disse...

Tá escrevendo muito bem *-*
gostei muito, Pri!

Escreve sobre homens tbm...mas nada pesado huauhahua

beijooss
amo tu

Thaíssa disse...

Pri, foi você que escreveu isso?
Adorei!

Me sinto um pouco assim também!:/
O novo traz insegurança, mas também traz boas surpresas.