segunda-feira, 25 de maio de 2009

Muitas vezes sinto como se sentisse tanto que talvez devesse parar de sentir. Uma parada estratégica, apenas para deixar o sentimento que transborda parar de transbordar. Sentimento é assim, quanto mais se dá, mais se tem.
É assim que me sinto quando estou feliz, cheia e plena de sentimento. Sentimento que quero compartilhar sem demora. Uma ansiedade de espalhar o sentimento que está transbordando.
Mas aí, vem outro sentimento, o do vazio tão conhecido. Nesses momentos, o copo fica pela metade, metade vazio. Tudo cinza. Tudo vira uma sinfonia desarmoniosa dentro de mim. E os rostos não são bonitos e as vozes não confortam.
Abruptamente, uma atitude, uma ação, um sorriso modificam isso tudo. E eu volto a sentir a sinfonia harmonizando-se dentro de mim. Talvez seja por isso que esteja sendo tão difícil deixar esse lado, de lado. É difícil encerrar um sentimento, mas é preciso.
Preciso porque quando o sofrimento toca mais alto do que a música bonita dentro de mim, não é o sentimento que transborda e sim as lágrimas. Quentes e salgadas manchando a minha alma de dor. Então, está na hora.
Está na hora. Serei eu forte o suficiente?





De mim, para mim.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

É na dança das horas de solidão que eu me perco. Em tudo o que eu quero, em tudo o que eu sou, em tudo o que eu não posso ter.
São tantas as quimeras que alimento, são grandes e fortes. E esse suplício dentro do peito. Oprimindo, sufocando. E quando tudo do lado de fora é calmaria, acontecem os furacões do lado oposto.
E eu sinto o vento quando estou na rua e ouço todas as músicas. E eu penso nas fortunas da (minha) vida e as coisas parecem melhores. E alimento mais ilusões ao analisar cada mínimo detalhe para que ele melhor se encaixe na minha história imaginada e perfeita de perfeita felicidade.
Ah, como eu quero esse sonho para mim, quero mais do que a metade que eu já tenho. Eu quero o sonho por inteiro mesmo que o sonho mude com o tempo. Eu quero todos os sorrisos mesmo que permeados de lágrimas aqui e acolá. Eu quero os silêncios e até as dores. Eu quero os olhares, todos os olhares mesmo que eu não esteja refletida na menina dos olhos. Eu quero as fotografias, as músicas e os pensamentos. Quero todas as brigas e todas as reconciliações. E todos os beijos. Sempre, meus beijos.
Quer saber mesmo? Eu quero você.


De vez em quando, acho uns textos meus. Esse aí é um deles. =]