É na dança das horas de solidão que eu me perco. Em tudo o que eu quero, em tudo o que eu sou, em tudo o que eu não posso ter.
São tantas as quimeras que alimento, são grandes e fortes. E esse suplício dentro do peito. Oprimindo, sufocando. E quando tudo do lado de fora é calmaria, acontecem os furacões do lado oposto.
E eu sinto o vento quando estou na rua e ouço todas as músicas. E eu penso nas fortunas da (minha) vida e as coisas parecem melhores. E alimento mais ilusões ao analisar cada mínimo detalhe para que ele melhor se encaixe na minha história imaginada e perfeita de perfeita felicidade.
Ah, como eu quero esse sonho para mim, quero mais do que a metade que eu já tenho. Eu quero o sonho por inteiro mesmo que o sonho mude com o tempo. Eu quero todos os sorrisos mesmo que permeados de lágrimas aqui e acolá. Eu quero os silêncios e até as dores. Eu quero os olhares, todos os olhares mesmo que eu não esteja refletida na menina dos olhos. Eu quero as fotografias, as músicas e os pensamentos. Quero todas as brigas e todas as reconciliações. E todos os beijos. Sempre, meus beijos.
Quer saber mesmo? Eu quero você.
De vez em quando, acho uns textos meus. Esse aí é um deles. =]
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