quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Uma utópica possibilidade?

Muitas vezes me pego pensando se isso que eu desejo e que falta em minha vida tem nome, pois tem sido bem difícil nomear essa coisa que habita em mim. Quando somos adolescentes não é tão difícil assim, geralmente os pensamentos sobre a sobra da falta começam com - namo e terminam com – rado. Oras, na-mo-ra-do, item essencial na lista de qualquer mocinha!
Com o passar dos anos a coisa começa a ficar mais complicada, afinal arranjar alguém disposto a te dar uns beijos e te levar pra passear não é exatamente só o que queremos. Somos jovens mulheres do século XXI, lutamos por nossa igualdade perante os homens até hoje, mas ainda assim fomos criadas ouvindo historinhas da Cinderela e vendo Hugh Grant e Julia Roberts sendo felizes para sempre na tela do cinema.
Então, estarei eu dizendo que a vontade de compartilhar a vida com alguém é algo cultural imposto pela sociedade patriarcal, ou seja, um absurdo machista? Para falar a verdade, bem que eu queria que fosse! Assim, me sentiria menos estúpida quando tento fazer as pessoas acreditarem que não ligo de estar sozinha no dia dos namorados e jurando que acho ridículo celebrar o amor a dois de forma tão capitalista e comercial.
Acho que no final do dia, quando coloco a cabeça no travesseiro na minha cama de solteiro, eu sei bem o que me falta. Falta alguém pra compartilhar tudo o que passei durante o dia que se encerra, alguém que ouviria minhas alegrias e enxugaria as minhas lágrimas, caso elas viessem a cair. Alguém que me chamaria de “meu amor” e me contaria tudo o que se passa em sua vida, pois me consideraria sua melhor amiga.
Um homem que me envolveria em seus braços quando eu precisasse de colo ou simplesmente de um carinho pra acalmar meu jeito de menina dengosa. Um menino que me pediria cafuné naqueles dias em que brigou com o chefe ou de quem eu cuidaria quando estivesse com febre.
Falta na minha vida o que falta pra maioria das pessoas com quem já conversei sobre isso, não é algo isolado, não é uma doença. É uma necessidade. Não pedimos por um amor eterno, na realidade nem sabemos se isso existe, o que pedimos é simples: uma possibilidade. Uma possibilidade de ser feliz e de fazer alguém feliz. Agora, se durará um mês ou cinqüenta anos, pouco importa. O que importa é fazer valer à pena.

2 comentários:

Anônimo disse...

Possibilidades sempre aparecem. Vc sempre soube o que faz e se as possibilidades foram recusadas é porque não deveriam ser transformadas em concreto. Se aprendi algo nos últimos dias é que as coisas boas nos rodeiam, e as vezes estamos dormindo ou olhando para o outro lado. Vc tem entendido todas as suas opções Lylla?

Camilla disse...

Adorei o texto.. Bem realista a respeito do porquê gostaria de "morar junto".. rs

Beijos